12/11/2008

De 15 Nov a 7 Dez "Etérium a Viagem" - Gaia

Na sequência da exposição realizada em fins do ano de 2007 na Casa-Museu Teixeira Lopes, o Hotel Meliá Gaia Porto apresenta um continuar da viagem realizada por este artista Gaiense que revela suas raizes e tradições de família, fruto de uma infância e crescimento de convívio com a arte do Mestre Teixeira Lopes, bem como de seu pai, estatuário de renome, Manuel Ventura Teixeira Lopes antigo director do mesmo museu. Não se deixando ensombrar pelo nome, celebra seu próprio caminho na pintura demonstrando a sensibilidade pela cor e natureza humana.

Do Artista Paulo Teixeira Lopes:

Tocar o que não tem corpo e aí procurar respostas. Sempre me intrigou o conhecimento possível do papel que cumprimos aqui, de pés assentes neste bocado de chão.
Como muitos outros, não quero aceitar que sou uma chama esvoaçante, sem objectivos definidos, que acende e apaga finalizando seu ciclo, independentemente de ter dado ou não luz ao mundo.
Depois de, durante este meu caminho, ter tocado de leve temas do espírito, filosofias de vida e formas de estar, senti que se formava em mim um ideal de procura e uma forma de ser eu mesmo.
A procura dos meus próprios passos tornou-se um ímpeto de força maior.
Mas como procurar respostas sobre algo que não é tangível e que tanta controvérsia fundamenta?
Como abordar esta temática sem ferir ou entrar em discussões?
Não quero ser dono da verdade, mas quero ser livre de procurar, sem ser criticado por quem não sabe.S
endo eu alguém que sempre se sentiu bem dentro do universo artístico, logicamente escolho esse campo, onde as vontades são livres para trabalhar. É assim que surge o Éterium, como algo que se esvai entre nossos dedos, mas tem sentido, tem a força da união e destino.
Neste espaço de expressão sinto que posso pesquisar, interrogar, deixar que os sentidos evoluam de forma a procurar as respostas que talvez nem existam.

Paulo Teixeira Lopes (91 632 94 52)


Sobre o Artista:

A Pintura de Paulo Teixeira Lopes mergulha no éter da existência de conflitos e sentimentos paralelos que nos envolve na interrogação sobre a vida e o seu sentido. Sentido que se capta num jogo de cores plurais que emergem da vontade sublime, da leveza expressiva, da inquietação humana transbordante de sonho e realidade. O negro é a cor suporte (que se impõe directa ou indirectamente), é a arquitectura complexa sem a qual tudo perde sustentabilidade, é a incógnita do desconhecido inevitável e premente, é o código dito do nada mitológico que é tudo, em suma, o negro representa as margens por onde correm as cores do rio do viver do próprio homem. Paulo Teixeira Lopes plasma na tela a força e a energia que envolve uma criação carente de espaço ideal, num processo de estruturação/desestruturação plástico de materiais quotidianos, que assume pelo fluxo das cores e pelo relevo das texturas a mensagem que pretende transmitir/não-transmitir. Os referentes não moram em nuvens etéreas, mas são equacionados pela mensagem que vai ao encontro da simplicidade presente que se impõe ao olhar próximo e circundante do desejo desejado de pleno comprometimento/descomprometimento. As obras de Paulo Teixeira Lopes são pois uma revelação que afirma a nossa admiração pela transparência dos pensamentos que têm cor, aroma e movimento dum futuro a conquistar…

Delfim Sousa
Director da Casa-Museu Teixeira Lopes

Hotel Mélia Gaia Porto
Rua Diogo Macedo, 220
Vila Nova de Gaia