"Rosa Esperança"
Uma peça, onze imagens,
uma exposição
Nada melhor do que conhecer as notícias que correm o país, sobre esta peça. A Lusa anunciou, a TVi 24 mostra imagens e nós orgulhamos-nos de ajudar na divulgação.
"Rosa Esperança" é um grito positivo e forte que apela a todos nós e aborda o tema do Cancro da Mama.
A peça andará em digressão e fazer-se-á acompanhar de uma exposição que integra cerca de 40 trabalhos realizados pelos alunos da Escola de Fotografia Oficina da Imagem. Terão oportunidade de ver fotografias feitas com as atrizes.
Deixamos aqui o artigo publicado na agência Lusa e podem também aceder à TVi 24:
Sete «guerreiras» sobem ao palco
Da blogosfera para o palco, "Rosa Esperança" estreia sábado em Rio Maior
Santarém, Portugal 02/04/2009 13:51 (LUSA) Temas: Teatro, Cultura (geral), Doenças, Sociedade Santarém, 02 Abr (Lusa) - Sete mulheres, nenhuma delas actriz, expõem-se, a partir de sábado, em palco, num espectáculo de emoções, resultado de muitas sessões de partilha sobre a experiência traumática de uma doença que foi comum a todas, o cancro da mama.
"Rosa Esperança" é o resultado de um trabalho a que Rui Germano, advogado, vereador na Câmara de Rio Maior e encenador, se decidiu dedicar nos últimos meses, depois de uma amiga ter vencido a luta contra o cancro da mama e de outra ter sucumbido à doença.
Estas experiências, disse hoje à agência Lusa, permitiram-lhe "fazer a ponte" para uma situação vivida há 26 anos, na sua infância, quando a própria mãe, Cacilda Germano, hoje com 68 anos e uma das "actrizes" da sua peça, viveu a luta contra a doença.
Através do blogue criado pela amiga vitimada pela doença, Cláudia, http://superglamorosas.blogspot.com/ , Rui entrou em contacto com o grupo de mulheres que, sendo de vários pontos do país, se começaram a encontrar aos domingos à tarde, em Rio Maior.
"Os nossos primeiros encontros foram essencialmente conversas, perceber quem eram, partilhar vivências", num processo, iniciado em Outubro, mês emblemático da luta contra o cancro da mama, que permitiu constituir "um núcleo duro" de sete mulheres que queriam avançar com a peça.
A esse "núcleo duro" - Cinda, de Ovar, Alda, das Caldas da Rainha, Manuela, de Alcobaça, Manuela e Carla, de Lisboa, e Cacilda e Cristina, de Rio Maior - acabaram por se juntar outras mulheres que foram tendo conhecimento da experiência e que, sem quererem participar na peça, foram aparecendo e dando o seu testemunho.
Rui Germano sublinha que Rosa Esperança "não é uma peça de teatro, é um projecto" em que estas mulheres, que "não são actrizes, nunca quiseram subir ao palco", se "revelam e partilham".
Para já, o espectáculo tem sessões marcadas no cine-teatro de Rio Maior para os dias 04, 05, 11, 12, 18 e 19 de Abril (sábados às 21:30 e domingos às 17:00) - com a estreia já esgotada - e no Cine-teatro de Alcobaça para 02 de Maio.
Como uma das "actrizes" vai precisar de tempo para fazer a reconstituição mamária, Rui Germano espera que, a partir de Setembro, o grupo possa iniciar uma "mini-tournée" pelo país, tendo já contactos de várias cidades.

A intenção é "andar na estrada ano, ano e meio", fazendo coincidir o final das apresentações com o lançamento de um livro sobre o projecto que a jornalista Manuela Goucha Soares aceitou escrever, adiantou.
Sendo uma produção da "Quem Não Tem Cão - Oficina de Artistas", o projecto envolveu, além de inúmeras mulheres e homens, a escola Oficina da Imagem, que permitiu a edição de meia centena de fotografias das "actrizes", feitas em estúdio, e que vão ser expostas em Rio Maior a partir de dia 12.
Por outro lado, 11 fotos com 1 metro por 0,70 vão "andar pela cidade" neste período, para chamar a atenção para o projecto.
O espectáculo termina com um quadro final, resultado de um desafio lançado a sete costureiros/estilistas - Augustus, Cristina Lopes, Fátima Lopes, João Rolo, Luis Buchinho, Nuno Gama e Rafael Freitas. "Queremos deixar uma imagem de 'glamour', que estas mulheres não perdem, ter um final cheio de charme", afirmou Rui Germano.
Lusa/fim