
“NATUREZA VIVA” de Antia Sanchez
A exposição de óleos e técnicas mistas de Antia Sanchez, que teve de ser interrompida devida a obras nas salas da GALERIA VIEIRA PORTUENSE, reabre, mantendo-se patente ao público de terça-feira a sábado, das 9 às 19 horas até ao próximo de 4 de Julho.Antia Sanchez é licenciada em Belas Ates pela faculdade de Pontevedra.Foi aluna do Desenhador Isidro Ferrer, e do Pintor cubano Nelson Villalobos.Colaborou na Bienal de Pontevedra de 2004.
Foi profeesora de Pintura e de Desenho, em Vigo.Expõe individual e colectivamente desde 2004.Como diz Vanesa Diaz na Revista internacional de arte contemporânea (nº 26, pág. 20. 2009)«Natureza Viva é o título da exposição de Antía Sánchez (Vigo, 1975) na qual se pode ver paisagens deste último ano. Vistas das Ilhas Cíes a partir do Cabo Home, flores de encantar que saem de entre as rochas ou um casal nas margens de um lago na Polónia. Apesar de normalmente pintar ao natural, nesta série, as obras foram realizadas a maior parte delas no atelier, a partir de incursões com a câmara fotográfica.
Uma captura prévia da imagem a uma hora do dia num lugar determinado, por um lado distancia da observação directa e por outro permite dedicar-lhe mais tempo.
Entre reminiscências de pintores paisagistas, Claude Monet, Friedrich ou Peter Doig, com inusitadas combinações de cores, introduz a ilusão, o mistério que dimana dos campos e condensa um estado de alma derivado das envolvências, como se pintasse a partir de um ramo, de um junco ou de um lastro de nuvem.
Há uma arte que não pode classificar-se, para lá das aulas e dos professores, para lá do sentido. É o caso de Antía Sánchez, “a pintora da biologia” que se dedica a resgatar universos ali onde há vida com tantos detalhes, até dissolverem-se na própria pintura, naquilo que pinta. Planícies tranquilas, cumes azuis sob a luz diurna, dias de vento que fazem ondular as folhas das ervas, animais que passam mugindo ao entardecer.
Presa às sensações estabelece una conversação “tu cá, tu lá” com os verdes de contornos esfumados, por exemplo – “E na sua camisa há flores! – De sua pradaria, senhora.” O resultado são telas que respiram e reproduzem momentos fugazes.Capta a aparência do tempo sobre a tela sem que ele perca a sua natureza volátil. É preciso olhar-lhe para as mãos, como a uma pianista para entender de onde saem essas paisagens recônditas e esplêndidas. Paisagens mais subjectivas que as paisagens».
GALERIA VIEIRA PORTUENSE
Largo dos Lóios, 50
4050-338 PORTO
Telef.: 22.2005156